Línguas da UE

Línguas oficiais da UE

As línguas oficiais atuais da UE são 24: alemão, búlgaro, checo, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estónio, finlandês, francês, grego, húngaro, inglês, irlandês, italiano, letão, lituano, maltês, neerlandês, polaco, português, romeno e sueco.

speaker-icon Oiça como soam as línguas oficiais da UE

Além disso, na União Europeia, contam-se mais de 60 comunidades indígenas que falam uma língua regional ou minoritária – desde as línguas célticas na Europa Ocidental, como o gaulês e o galês, até às línguas minoritárias na Europa Oriental, como o cassubiano na Polónia e o latgale na Letónia.

Raízes linguísticas da Europa

O desenvolvimento das línguas tem também acompanhado o curso da história. As deslocações de povos trouxeram para a Europa vagas sucessivas de línguas, cuja evolução foi ditada por acontecimentos históricos. Por exemplo, a queda do Império Romano deu origem ao nascimento de diferentes línguas românicas, tais como o francês, o português, o italiano e o espanhol.

A maior parte das línguas europeias modernas deriva de raízes comuns asiáticas ou anatólias – a língua proto-indo-europeia – cuja evolução precisa está ainda sujeita a discussão.

A maioria das línguas europeias pertence a uma das seguintes famílias indo-europeias:
  • Báltica – báltica oriental (letão e lituano) e báltica ocidental (por exemplo, antigo prussiano);
  • Celta – britónica (por exemplo, galês) e gaélica (por exemplo, irlandês);
  • Germânica – germânica do norte (por exemplo, dinamarquês e sueco) e germânica ocidental (por exemplo, neerlandês, inglês e alemão);
  • Românica – daco-romena (por exemplo, romeno), galo-românica (por exemplo, francês), ibero-românica (por exemplo, português e espanhol), italo-românica (por exemplo, italiano) e reto-românica (por exemplo, romanche);
  • Eslava – eslava oriental (por exemplo, russo), eslava do sul (por exemplo, búlgaro e esloveno) e eslava ocidental (por exemplo, checo e polaco).

O albanês e o grego são também línguas indo-europeias, embora não relacionadas com outras línguas sub-indo-europeias.

Contudo, algumas outras línguas europeias têm raízes completamente distintas. O estónio, o finlandês e o húngaro pertencem à subfamília fino-húngrica das línguas urálicas, que se crê se tenham desenvolvido na zona ocidental dos Montes Urais na Rússia moderna.

Por sua vez, o maltês é uma língua semítica com raízes árabes, enquanto o basco, com cerca de 800 000 falantes, não tem, que se saiba, ligações com nenhuma outra família linguística.

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