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Comissão propõe possibilidades de pesca no Atlântico e no mar do Norte para 2018

Antes do Conselho Pescas de dezembro, em que os Estados-Membros chegarão a acordo sobre as quotas de pesca do próximo ano no Atlântico e no mar do Norte, a Comissão apresenta a sua proposta para uma pesca sustentável pelo setor.

A Comissão apresenta hoje a sua proposta sobre as possibilidades de pesca no Atlântico e no mar do Norte para 2018. Propõe quotas para 78 unidades populacionais de peixes: para 53 delas a quota é aumentada ou mantida, enquanto para 25 é reduzida. As possibilidades de pesca, ou os totais admissíveis de capturas (TAC), são quotas fixadas relativamente à maioria das unidades populacionais comerciais no intuito de as manter saudáveis, permitindo ao mesmo tempo ao setor das pescas capturar a maior quantidade de peixe possível. O aumento da abundância de algumas das principais unidades populacionais de peixe — nomeadamente, a do linguado do mar do Norte, da pescada do Norte e a do carapau do Sul — traduz-se numa maior rentabilidade do setor das pescas, com um lucro estimado de 1,5 mil milhões de euros para 2017.

Nas próximas semanas, a Comissão proporá quotas adicionais, os denominados «complementos de quota», para as pescarias que, em 2018, são abrangidas pela obrigação de desembarcar, que exige que todas as capturas de espécies comerciais regulamentadas a bordo sejam desembarcadas e imputadas a quotas. As quotas autorizadas são portanto aumentadas para facilitar a transição para o novo sistema sem devoluções Os complementos exatos por pescaria serão determinados com base em pareceres científicos.
Esta proposta não tem em conta esses complementos de TAC futuros.

Aumentos propostos: para 19 unidades populacionais, como o lagostim no mar do Norte, 4 unidades populacionais de linguado e 3 de solha nas águas ocidentais norte e os areeiros nas águas ocidentais sul, a Comissão propõe o aumento dos totais admissíveis de capturas. Os aumentos incluem igualmente a unidade populacional de linguado no Golfo da Biscaia, importante do ponto de vista socioeconómico, que seguiu um plano de gestão conduzido pelo setor e pode agora ser aumentada. O mesmo acontece com o linguado no canal da Mancha oriental e a unidade populacional de carapau do Atlântico oeste, cujos TAC podem também ser aumentados.
Unidades populacionais que podem ser pescadas como anteriormente: 14 unidades populacionais são mantidas ao mesmo nível que no ano passado.
Reduções propostas: são propostas reduções para 25 unidades populacionais. Para 15 delas, a redução proposta é inferior a 20 %. No caso da solha no mar Céltico e do badejo a oeste da Escócia e no mar da Irlanda, é proposto um TAC nulo.
É introduzida uma proposta de proibição da pesca de enguia em todas as águas da União, na sequência de pareceres científicos que salientam a importância da cessação de todas as atividades de pesca dirigidas aos reprodutores, até que haja provas claras da melhoria do estado da unidade populacional.
Unidades populacionais para as quais faltam dados científicos: no caso das unidades populacionais cuja abundância não pode ser corretamente estimada por falta de dados, a proposta da Comissão segue o parecer científico do CIEM, preconizando reduções ou aumentos de 20 %, no máximo.

Mais informações na página da Comissão Europeia.

Comissão propõe quotas de pesca para 2017

A Comissão Europeia apresenta hoje a sua proposta sobre as quotas de pesca para o próximo ano no Atlântico e no Mar do Norte. Trata-se do regime anual relativo às quantidades de peixes das principais unidades populacionais comerciais que os pescadores da União Europeia são autorizados a capturar no ano seguinte, também conhecidas por totais admissíveis de capturas (TAC). Com base nos pareceres científicos, a Comissão propõe manter ou aumentar as quotas de pesca para 42 unidades populacionais consideradas em bom estado e reduzir as capturas em relação a outras 28 unidades com menos bons resultados.cemar pesca

O objetivo da Comissão, no quadro da nova política comum das pescas, consiste em garantir níveis sustentáveis de pesca para todas as unidades populacionais, respeitando o rendimento máximo sustentável da pescaria. A pesca a níveis correspondentes ao rendimento máximo sustentável permite a este setor retirar do mar a maior quantidade de peixe possível mantendo as unidades populacionais de peixes a um nível saudável. A Comissão propõe níveis máximos de captura, com base nos pareceres científicos do Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM).

Mais informações.

27 outubro 2016